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Este livro corresponde à
reunião dos seis títulos que formam a coleção Menino de orelha em pé, lançada pela Ática em 1995. Cada livro da
coleção aborda um dos sentidos: Menino de
olho vivo, a visão; Menino de orelha
em pé, a audição; Menino de nariz
esperto, o olfato; Menino meio
arrepiado, o tato; e Menino de língua
de fora, o paladar. Tudo isso somado a um outro, muito importante e quase
sempre esquecido: o sexto sentido, a intuição, tema central do livro Menino sentindo mil coisas. A proposta
de juntar os seis títulos num livro único surgiu naturalmente. Construídos através da voz de um menino que
expressa suas opiniões pessoais, suas emoções, idéias, imaginações, fantasias e
lembranças, os textos de O livro dos
sentidos procuram tratar o tema dos sentidos humanos de forma ficcional,
poética e lúdica. Existem pelo menos duas maneiras de tratar um assunto como
este. Uma delas, mas objetiva, racional, didática, pode ser encontrada nos livros de ciências,
em alguns capítulos sobre o corpo humano e suas características principais. A outra, a maneira subjetiva e
poética, só pode ser encontrada na literatura. Entrar no território da
literatura significa lançar mão da ficção, da linguagem poética, das emoções,
fantasias, analogias e sonhos, enfim significa abrir espaço para a visão de
mundo particular e única. Reparando bem, quando olhamos o mundo de maneira
racional e objetiva, em geral estamos querendo encontrar pontos comuns entre
tudo, pessoas e coisas. Já quando olhamos o mundo do ponto de vista subjetivo,
acabamos por encontrar as, por vezes, imensas diferenças. É ótimo saber que
temos pontos em comum. É fundamental não esquecer que, ao mesmo tempo, cada ser
humano, independentemente de qualquer coisa, idade, sexo, raça, cultura, é
sempre especial e tem sempre um jeito particular e único de enxergar a vida e o
mundo. No fundo, talvez seja exatamente essa síntese de O livro dos sentidos: os seis sentidos humanos descritos pelo ponto
de vista pessoal, único e intuitivo de uma criança.
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