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Prêmio
Banco Noroeste/Bienal do Livro (melhor texto infantil), 1982 Menção
honrosa na Bienal de Ilustração de Bratislava (Checoslováquia),
1983
Este livro é uma edição reformulada, com novo projeto
gráfico e novas ilustrações. Era publicado pela
Melhoramentos e agora pela Ática. Um homem no sótão
é um escritor de contos para crianças que vive recluso
escrevendo histórias inclusive aos sábados, domingos e
feriados. Ao iniciar um conto sobre a raposa que iria comer os patinhos,
a própria raposa salta de sua cabeça para se rebelar e
questionar o seu papel sempre de vilã. Mostra que é carnívora
e portanto gosta mesmo de carne. Também os patinhos vêm
em sua defesa mostrando que eles também não são
santos, comem minhocas, peixinhos e besouros. O escritor fica confuso
diante da rebeldia de seus personagens, iniciando outra história.
Novamente seus personagens se materializam e discutem seus papéis.
Agora é a vez da princesa e do sapo. Os escritor cansado e frustrado
de suas histórias que não se completam, resolve tirar
férias e eis que ao retornar cheio de fôlego faz seu novo
conto, tentando mudar o papel de uma bruxa tornando-a boa. Mas, não
agradou, a bruxa surge revoltadíssima: “Com ordem de que
você teve a coragem de inventar que sou boa e que isso e aquilo?
Hein?” Depois de mil confusões surgem também furiosos
os anõezinhos dizendo: “Essa velha é uma praga”
“até a polícia anda atrás dela! Você
foi louco de escrever que ela é uma santinha”. Assim, o
escritor entra em depressão profunda e não escreve mais,
nem sai de sua cama. Até que um dia ao sair da depressão
e passear pelas ruas, volta ao seu sótão e escreve uma
nova história que é o relato desses últimos acontecimentos
de sua vida misturado à ficção de seus personagens.
As ilustrações, feitas pelo próprio autor são
bonitas, entram de maneira inusitada pelas páginas, como quando
o personagem principal desaba no chão e vê-se apenas suas
pernas esticadas. Vários elementos do sótão ficam
espalhados pelas páginas, sapatos, o cachimbo do escritor e algumas
baratinhas, representando bem o momento de criação em
que a pessoa fica completamente envolvida e o mundo em volta esquecido,
uma confusão. Há também um detalhe: o livro tem
a numeração das páginas de trás para frente
começando pela página 57, já que o fim do livro
remete para o início, sugerindo uma circularidade narrativa.
(Carla Caruso apud Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e
Juvenil – São Paulo – V.12 – P. 1-332 –
2001 Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato)
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A
children’s author has problems creating his stories. His characters
emerge from his head and complain about the direction that the stories
are taking. The experience helps the author to a new maturity and makes
him rethink the way that he works. In tackling the theme of literary creation
and ethical issues around it, “A man in the attic” raises
questions about the act of writing and the way we invent stories.
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